Seguidores

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lerdo Socorro de Lages

No dia 8 de Abril de 2012, domingo de Páscoa, meu sobrinho, um jovem de 22 anos, passou mal durante a tarde. Ele é um militar, um cabo do exército que está prestes a ir para o Haiti. Está passando alguns dias de folga com a família antes de embarcar em sua missão. Resolveu levar todo mundo para o parque, e quando estavam saindo de lá, sofreu uma violenta alteração de pressão, e teve uma convulsão. Sua namorada, que estava junto, também passou mal e estava com náuseas. Foram levados pelo SAMU ao Pronto Socorro Municipal de LAGES no fim da tarde, onde foram atendidos por um “médico” que levou os dois para dentro do consultório e não permitiu que a mãe ou o pai dele entrasse junto, mesmo vendo que nenhum dos dois pacientes tinha condições de falar e explicar o que estavam sentindo. Meu sobrinho teve outra convulsão enquanto estava sentado na frente do médico, e enquanto tremia e respirava com dificuldade, o “competente profissional da saúde” gritava com ele dizendo “fale o que você tem, fale” não dando importância para a gravidade da situação. Apenas aplicou uma injeção sem revelar a ninguém o conteúdo da seringa. E quando meu sobrinho estava saindo do Pronto Socorro, teve outra convulsão. Sua mãe, e sua namorada (que já estava um pouco melhor) voltaram com ele pedindo que o atendessem, pois ele estava mal, mas a pessoa que se intitula enfermeira disse que não poderia fazer nada, e que precisaria ser preenchida outra ficha para que pudessem atendê-lo novamente.  Minha irmã perguntou o nome do médico, e curiosamente a enfermeira disse que não podia dizer eles. Não podia dizer por quê? Porque sabia que o médico estava agindo com má vontade e incompetência?  O pai dele, vendo que ali ninguém leva a sério a vida humana, ligou para o 10º BEC, onde prontamente enviaram um soldado para buscar meu sobrinho. Chegando lá, foi atendido por uma médica de verdade, que quando perguntou que medicamento haviam dado a ele no Pronto Socorro, ninguém sabia, pois não foram informados. Depois de resolver a situação e medicar o rapaz, internou-o na enfermaria do Quartel, onde ficou passando a noite sob os cuidados da doutora.
Que Pronto Socorro é este, em que ninguém leva a sério a vida humana? Um local onde você chega passando mal, e pedem pra que você espere, ou preencha uma “nova ficha” pra ser atendido, mesmo que esteja sofrendo convulsões, não pode ser chamado de “PRONTO SOCORRO”. Deveria chamar-se LERDO SOCORRO. Não vou aqui generalizar, garanto que nem todos os médicos são assim. Creio que a Secretaria de Saúde de Lages não quer que as coisas funcionem desta maneira, mas há alguém ali no Pronto Socorro que está na profissão errada e não quer ver isso. E já que esses “profissionais” não querem ver isso, espero que o secretário de saúde veja, e resolva a situação. Um soldado que está indo ao Haiti salvar vidas merecia um atendimento melhor, e não só ele, mas cada ser humano que ali chega merece, no mínimo, respeito.

Nenhum comentário: